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Ginástica

20/12/2017

Ginástica brasileira encerra 2017 com grandes expectativas para o ciclo

Modalidades olímpicas participaram dos Mundiais, e jovens atletas começaram a se destacar

Da redação, Santo André (SP) - A ginástica brasileira começou 2017 com a sensação de dever cumprido após os excelentes resultados no último ciclo olímpico. Afinal, nos Jogos do Rio 2016, o País superou as expectativas e subiu ao pódio três vezes na ginástica artística, com isso, soma quatro medalhas na história do maior evento esportivo do planeta. Após a Olimpíada em casa, o novo ano, como já era esperado, teve um início um pouco mais leve. Porém, os planos começaram a ser colocados em prática para o novo ciclo, que se encerrará com os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020, e muitos jovens talentos já começaram a se destacar, mostrando a continuidade do trabalho já desenvolvido. O Brasil disputou várias competições no continente e comprovou sua hegemonia. No calendário nacional, a CBG realizou, em parceria com as Federações Estaduais, as competições em diversas partes do País, com muitos eventos de altíssimo nível.

O início do ciclo também foi marcado pelos cursos nacionais e internacionais, que visam à formação do novo quadro de arbitragem. Eles tinham como principal objetivo habilitar estes profissionais a partir das novas regras estabelecidas pela Federação Internacional de Ginástica (FIG) para atuação em competições. Foram realizadas também as Academias FIG e os Acampamentos da União Pan-Americana de Ginástica (UPAG), com participação de treinadores brasileiros de todas as modalidades.

"Um motivo de muita comemoração foi a renovação do patrocínio com a Caixa Econômica Federal para mais um ciclo, o que nos enche de orgulho, já que o nosso patrocinador Máster vem acreditando em nossa modalidade desde 2006 e sem ele não conseguiríamos fazer o trabalho que temos feito para o crescimento da ginástica brasileira", ressaltou Luciene Resende, presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).

A primeira competição internacional do ano para a Seleção Brasileira de Ginástica Artística Feminina foi o Trofeo Città di Jesolo, na Itália. O torneio realizado no começo de abril terminou com quatro medalhas: o vice-campeonato por equipe, a prata de Rebeca Andrade no individual geral e duas medalhas com Flávia Saraiva (ouro no solo e prata na trave).

Na sequência, em maio, os ginastas do país conquistaram quatro medalhas na primeira participação em Copas do Mundo, em Koper, na Eslovênia. Rebeca Andrade foi ouro no salto, Arthur Zanetti terminou em primeiro nas argolas, Flávia Saraiva ficou com o bronze nas assimétricas, e Thaís Fidelis conquistou o bronze na trave.

Depois, foi a vez da Copa do Mundo da Croácia, realizada em Osijek, e os brasileiros levaram mais cinco medalhas para casa. Thaís Fidelis e Flávia Saraiva fizeram dobradinha no pódio em dois aparelhos: trave e solo. Já Arthur Zanetti dominou mais uma vez a competição nas argolas e garantiu o ouro.

Em junho, as seleções brasileiras transitórias de Ginástica Aeróbica fizeram bonito em duas competições disputadas em Portugal. Na categoria adulta, os atletas conquistaram ótimos resultados em uma das etapas de Copa do Mundo, enquanto as categorias de base mostraram muito talento no Open Internacional. Os dois eventos foram realizados na cidade de Catanhede. Na Copa do Mundo, Lucas Barbosa (UFMG) foi medalha de prata no Individual Masculino. Já no Open Internacional, o trio formado por Laura Pedro, Luiza Conte e Maria Eduarda Bebiano (CER-RJ) conquistou a prata na categoria Infantil.

Em julho, o Brasil foi bem representado na competição de ginástica aeróbica dos World Games, na Polônia. O grupo de aerodance, formado pelos atletas Adrielle Lopes, Maria Eduarda Oliveira, Caroline Santos, Christian Andrade, Marcelo Martins, Edson Nunes, José Oliveira e Maelton Siqueira, ficou entre os seis melhores do mundo. Já na ginástica de trampolim, Mariana Aquino terminou com a sétima posição no duplo Mini Trampolim.

No início de agosto, o País garantiu um excelente resultado no Sul-Americano de Ginástica Rítmica Grupo de Idades e Juvenil, realizado em Guayaquil, no Equador. Foram 40 medalhas no total entre as ginastas do individual e do conjunto.

Ainda na ginástica rítmica, a Seleção de Conjunto, formada por Alanis Ávila, Francyelly Pereira, Gabrielle Silva, Heloísa Bornal, Jessica Maier, Marine Vieira, Thainá Santos e Thaís Santos, participou da Copa do Mundo de Kazan, na Rússia, e terminou na sétima posição nas finais de cinco arcos. Além disso, Natália Gaudio ficou na reserva da prova de fita, um feito muito importante também para a Seleção Individual.

A competição ocorreu antes do Mundial de Pesaro, na Itália, em setembro, que teve mais resultados positivos para o Brasil. No individual, Natália Gaudio ficou entre as melhores das Américas e terminou com o 35º lugar no Individual Geral, enquanto a jovem Karine Walter participou do primeiro Mundial da carreira e ficou em 65ª. No conjunto, a Seleção fez um bom trabalho e terminou na 13ª posição no geral, à frente de potências da modalidade como Alemanha e Espanha, vice-campeã olímpica.

Na ginástica artística, a delegação brasileira disputou o Pan-Americano de Especialistas, em Lima, no Peru, e terminou com cinco medalhas. Caio Souza levou a prata no cavalo com alças e nas argolas, o ouro nas paralelas e o bronze na barra fixa, enquanto Carolyne Pedro conquistou o bronze na trave.

O compromisso seguinte foi a Copa do Mundo de Varna, na Bulgária, e o Brasil encerrou a competição com oito medalhas conquistadas. Em quatro finais do feminino, as ginastas garantiram todos os ouros (Daniele Hypólito na trave, Thaís Fidelis no solo e Rebeca Andrade no salto e nas assimétricas), além de um bronze (Thaís Fidelis nas assimétricas). No masculino, foram dois bronzes (Caio Souza na paralela e Arthur Nory no solo) e um ouro (Caio na barra fixa) em quatro provas disputadas.

Quem também brilhou foi o jovem Diogo Soares. O ginasta da Seleção Transitória disputou o International Junior Gymnastics Competition, em Yokohama, no Japão, e conquistou a medalha de bronze na barra fixa. Ele ainda terminou em sétimo no all around.

O Brasil voltou a ser destaque nas finais das categorias AC3 e Juvenil no Sul-Americano Infantil e Juvenil de Ginástica Artística, em Mar del Plata, na Argentina. Os representantes do País subiram ao pódio 39 vezes, mostrando o grande potencial da nova geração da modalidade. O País terminou com a segunda colocação geral no quadro de medalhas.

Ainda em setembro, a delegação brasileira disputou o Sul-Americano de Ginástica de Trampolim, disputado em Paipa, na Colômbia, e terminou com 31 medalhas conquistadas. Foram 12 de ouro, 13 de prata e seis de bronze nas modalidades Trampolim, Tumbling e Duplo-Mini Trampolim Masculino e Feminino nas categorias Sênior e Por Idades.

No fim do mês, a Seleção de Conjunto de ginástica rítmica teve grande desempenho no Sul-Americano de Cochabamba, na Bolívia, e garantiu três ouros: na série de cinco arcos, na de três bolas e duas cordas e também no geral. No individual, foram mais 11 medalhas: o ouro por equipes, a dobradinha de Natália Gaudio e Mariany Miyamoto no individual geral, além de mais oito pódios nas finais por aparelhos.

Já na ginástica de trampolim, o grupo formado por seis atletas brasileiros participou da etapa da Copa do Mundo de Trampolim em Loulé, Portugal. O principal destaque foi no Trampolim Sincronizado Feminino, onde Camilla Lopes e Daienne Cardoso conquistaram uma vaga na final e acabaram na sexta posição.

Em outubro, a delegação brasileira foi até Montreal, no Canadá, para o Mundial de Ginástica Artística. No feminino, Thaís Fidelis, em seu primeiro Mundial da carreira, chegou à final do individual geral e terminou em 24º. A jovem de 16 anos ainda foi para a final do solo e ficou muito perto da medalha ao acabar na quarta posição. Entre os homens, Arthur Zanetti atingiu o objetivo de chegar à decisão das argolas e ficou em sétimo, enquanto Caio Souza disputou a final do individual geral e finalizou no 15º lugar.

No mesmo período, o Brasil conquistou 14 medalhas para a ginástica artística na decisão por aparelhos dos Jogos Sul-Americanos da Juventude, em Santiago, no Chile. Além disso, o País subiu ao pódio no individual geral masculino e feminino e ainda por equipe masculina e feminina.

Também no mesmo mês, a ginástica rítmica brasileira disputou o Pan-Americano de Daytona Beach, nos Estados Unidos, e os resultados foram novamente muito positivos, com seis medalhas. O Conjunto conquistou o ouro no all around e na série das três bolas e duas cordas, além da prata nos cinco arcos. No Individual, a equipe ficou com o bronze, e Natália Gaudio levou o bronze no arco e na bola.

No mesmo local, também foi realizado o Pan-Americano de Ginástica Acrobática, e o Brasil subiu no pódio quatro vezes: a prata na dupla feminina sênior (Beatriz Aprobato e Marcela Chacon), o ouro no trio sênior (Bianca Alexandre, Júlia dos Reis e Priscila Rodrigues), a prata na dupla mista de 11 a 16 anos (Lucas Lopes e Fernanda Swerts ) e o bronze na dupla mista de 12 a 18 anos (Abel Mendanha e Gyovanna Lacerda).

Novembro chegou e também chegaram mais medalhas para o Brasil, que teve um ótimo desempenho no Pan-Americano e na Copa Colômbia de Ginástica Aeróbica, em Bogotá. Ao todo, o País conquistou 13 medalhas (nove no Pan e quatro na Copa) e ainda ficou com o primeiro lugar por equipes na categoria adulta.

Na ginástica artística, Arthur Zanetti e Daniele Hypolito representaram o Brasil na Swiss Cup, em Zurique, na Suíça. Os dois atletas competiram em dupla, e a soma das notas resultou no sexto lugar da competição apenas para países convidados.

Na sequência, foi a vez do Mundial de Trampolim, realizado em Sófia, na Bulgária. A Seleção contou com Camilla Gomes, Lorrane Souza, Carlos Ramirez Pala, Rafael Andrade, Daienne Lima e Alice Gomes. No trampolim individual, Daienne se destacou e por pouco não foi para a semifinal. Já no trampolim sincronizado, Camilla e Lorrane finalizaram na 20ª colocação. Depois, ocorreu o Mundial de Trampolim Age Group, com um grande resultado para o País: Lucas Tobias garantiu o ouro no Duplo Mini Trampolim (17 a 21 anos).

Na última competição do ano, o Brasil voltou a subir no pódio com a ginástica artística, agora no Sul-Americano Adulto, em Cochabamba, na Bolívia. O País manteve a hegemonia no continente e finalizou com 18 medalhas no total. Foram 11 ouros, quatro pratas e três bronzes. Nas finais por aparelhos, os brasileiros garantiram 14 medalhas, sendo sete de ouro, quatro de prata e três de bronze. A Seleção também levou o ouro no individual geral masculino (Lucas Bittencourt) e feminino (Lorrane Oliveira) e também por equipes.

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