Pesquisa de Notícias Mês: Ano: Assunto:

Laís Souza

11/09/2014

Laís Souza fala sobre tratamento de lesão na medula

Atleta deu entrevista coletiva na última sexta-feira, em Miami
Laís e Hélio Castro Neves
Divulgação

Santo André (SP) - Laís Souza falou pela primeira vez em uma coletiva de imprensa, desde que sofreu o acidente em janeiro, quando treinava com o time brasileiro de esqui na modalidade livre para participar das Olimpíadas de Inverno, em Sochi, na Rússia. A entrevista foi realizada na última sexta-feira (5), em Miami, nos Estados Unidos, e tratou, sobretudo, do andamento da recuperação da lesão sofrida pela atleta, do apoio que ela está recebendo de parceiros importantes, e dos planos de unir forças ao The Miami Project to Cure Paralysis para aumentar a conscientização sobre a pesquisa da paralisia.

"Eu tenho sido verdadeiramente abençoada por ter o apoio de tantas pessoas desde que sofri a lesão. Eu sei que tenho a maior luta da minha vida pela frente, mas o mesmo empenho que eu tinha quando treinava para as Olimpíadas, vou usar para me ajudar a vencer a paralisia. O doutor Barth Green e o Marc Buoniconti criaram algo especial aqui em Miami e eu estou na expectativa de trabalhar com eles e contribuir com tantos outros que também estão lutando contra a paralisia," disse Laís.

Hélio Castroneves, brasileiro e três vezes campeão das 500 milhas de Indianápolis, esteve presente para prestar seu apoio junto aos fundadores do Miami Proejct, Marc Buoniconti, Estavam também o dr. Barth Green, neurocirurgião da Universidade de Miami / Hospital Memorial Jackson (UM/HMJ), que fundaram o mais abrangente centro de pesquisas para lesões na medula do mundo, e o cirurgião de trauma da Universidade de Miami / Hospital Memorial Jackson dr. Antonio Marttos. A entrevista coletiva foi feita no centro de pesquisas do The Miami Project, na Escola Miller de Medicina da Universidade de Miami.

"Como um ex-atleta cuja vida também foi alterada por um acidente, eu sei o que a Laís está passando e estou ansioso para ajudá-la durante esse momento difícil. Eu também estou entusiasmado para trabalhar com ela e ajudar a fazer com que as pessoas entendam que a paralisia pode acontecer com qualquer um a qualquer momento e com mais pesquisas, nós poderemos curar a paralisia," disse Buoniconti.

Na coletiva de imprensa, Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) falou como a entidade tem apoiado Laís desde o acidente e prometeu continuar com esse apoio enquanto ela segue a luta com a paralisia. Gilmar Rinaldi, goleiro da Seleção Brasileira de futebol na Copa do Mundo de 1994 e atual Diretor Executivo da Seleção Brasileira também esteve na coletiva para presentear uma camisa autografada da Seleção, que estava em Miami para um jogo amistoso contra a Colômbia.

Laís e Marc foram convidados a entrar em campo antes da partida, juntamente com Hélio Castroneves, e divulgaram uma mensagem sobre como as pessoas podem contribuir com ela e com o The Miami Project. A mensagem falou sobre como eles irão trabalhar juntos para ajudar o The Miami Project a encontrar a cura para a paralisia e pediu que as pessoas ligassem para o telefone 1-800-STAND-UP ou visitassem o website www.themiamiproject.org para mais informações.

Atualmente com 25 anos, Laís não move braços ou pernas e está usando uma cadeira de rodas motorizada, controlada por um "joystick" movido com o queixo. Depois de sofrer a lesão, ela foi tratada no hospital da Universidade de Utah e em seguida foi transferida para o Hospital Memorial Jackson sob os cuidados do dr. Barth Green, e do cirurgião de trauma do UM/HMJ doutor Antonio Marttos, que também é médico do time olímpico brasileiro e que está envolvido no tratamento da atleta desde o seu acidente.

Para ela, o apoio que está recebendo tem sido muito importante. "Sou muito grata ao COB, à Universidade Estácio de Sá, ao Doda, ao Helinho, ao Bradesco Saúde e ao Consulado do Brasil em Miami. Sem eles, nada disso seria possível", encerrou.

THE MIAMI PROJECT: Em 1985, o doutor Barth Green, e o jogador da liga nacional de futebol americano (NFL) e membro do Hall da Fama da NFL Nick Buoniconti, ajudaram a fundar o The Miami Project to Cure Paralysis depois que o filho de Nick, Marc, sofreu uma lesão na medula espinhal durante um jogo universitário de futebol americano. Hoje, o The Miami Project é o mais abrangente centro de pesquisas para lesões na medula do mundo, e foi designado como um Centro de Excelência na Escola Miller de Medicina da Universidade de Miami. O time internacional do The Miami Project está instalado no Lois Pope LIFE Center e inclui mais de 300 cientistas, pesquisadores, clínicos e equipe de apoio que usam abordagens inovadoras para enfrentar os desafios de lesões no cérebro e na medula espinhal.

A Iniciativa Christine E. Lynn para Estudos Clínicos do The Miami Project foi elaborada para levar rapidamente as descobertas bem sucedidas no laboratório para estudos com seres humanos. O estudo para o transplante de células de Schwann aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA), foi o único de seu tipo no mundo, e está mudando o campo de lesões na medula e estabelece uma importante fundação para futuras terapias de reposição celular sendo estudadas no The Miami Project.

Os pesquisadores do The Miami Project estão conduzindo ou participando em mais de dez estudos clínicos para lesões no cérebro e na medula, e existem ainda mais de 12 estudos para a pesquisa clínica em andamento. Por causa da experiência clínica e de pesquisa, o The Miami Project certamente tem o conhecimento e a dedicação necessárias para iniciar outros estudos clínicos que irão nos ajudar a continuar de maneira responsável e segura a tomar esses importantes passos para chegar até os seres humanos.

CONTATO COM O MIAMI PROJECT - IMPRENSA:  Scott Roy, 305-243-8939 ou sroy@miami.edu

Rua Belém, 322 – Vila Assunção – Santo André(SP) – Cep 09030-120 | Telefone: (11) 4438-8200
Plantão: (11) 9 7653-7957
©GANegócios do Esporte - 2009 - Todos os Direitos Reservados | Criação de sites: PWI Web Studio